quarta-feira, 26 de novembro de 2008
ACUSADO DA MORTE DO CUNHADO EM ROLETA-RUSSA NEGA SER AUTOR DE DISPARO
O segurança clandestino Vancleisson Rosário Santos, 20 anos, acusado da morte do adolescente Rafael Félix da Penha, 14, se apresentou nesta quarta-feira, 26, na 7ª CP (Delegacia do Rio Vermelho) e afirmou que o tiro foi disparado pela própria vítima, negando a versão de que a morte do garoto ocorreu após o jogo conhecido como roleta-russa.Antes do depoimento na 7ª CP, Vancleisson disse que chegou do trabalho e colocou a mochila, onde estava guardada a arma, na casa da sogra. Enquanto atendia o telefonema da mãe, o cunhado mais novo (Ismael) foi avisar que Rafael, conhecido como Buiú, tinha pego o revólver.“Abracei ele e tomei a arma pelo tambor levantando para cima e evitar que um tiro pegasse em mim ou nele. Aí a arma disparou”, contou o acusado que chegou a unidade com meia hora de atraso, acompanhado por um irmão. Vancleisson não soube dizer como o tiro pegou na cabeça de Rafael já que ele diz ter puxado o revólver para cima. Apontei a arma para a parede. O marido e a prima da minha sogra viram como tudo aconteceu”.Já o padrasto do garoto, companheiro da sogra de Vancleisson, e uma das testemunhas, Márcio Silva de Jesus, contou que minutos antes do disparo, o segurança já havia acionado o gatilho tendo como alvo o irmão caçula de Rafael, Ismael, de 13 anos. Em matéria publicada na última sexta-feira (22) ele disse que Vancleisson “ficou rodando o tambor com uma bala e fazendo roleta-russa contra meu enteado de 13 anos”, antes de deixar sua residência.O encontro com Rafael teria ocorrido na rua, quando o garoto voltava para casa após descarregar areia em uma construção próxima. “O menino voltava à casa para acender um cigarro, quando Ivan apontou a arma para ele e disse que o ajudaria a acender”, contou Márcio, que garantiu ter voltado a repreender o segurança que teria apertado o gatilho após Rafael dar as costas.Segundo o advogado do acusado, Fabiano Pimentel, seu cliente não havia se apresentado antes por receio de ser detido. “Não há motivo para ele ser preso. Está se apresentando e é réu primário”. Ele estava foragido com a filha de Jucélia, Rafaela Emanoela Penha Aleluia, 18, com quem morava.Depois de ouvido, Vancleisson foi liberado pela delegada titular da 7ª CP, Maria Dail Sá Barreto. “A arma será encaminhada para a perícia e ouviremos as outras testemunhas amanhã e a auxiliar de serviços gerais Jucélia Félix da Penha, 40 anos, mãe do garoto”, disse a delegada que não soube informar o horário dos outros depoimentos.Questionado sobre a arma, o revolver 38 que já se encontra em poder da polícia, Vancleisson que trabalha de segurança de rua no bairro da Federação, disse ter adquirido por proteção. “Lá na rua três casas já foram assaltadas. Minha mãe, minha em casa sozinhos”. Ele disse ainda que o revólver foi comprado há três meses, por R$180, na Feira do Pau-Baixa do Fiscal.
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