segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ATROPELAMENTO CHAMA A ATENÇÃO PARA RETIRADA DE SEMÁFORO


Um acidente ocorrido na manhã desta segunda-feira, 17, em Salvador, expôs uma falha deixada pela reforma da Avenida Centenário, no Chame-Chame. Por volta das 11 h, a aposentada Darci de Souza Simões, de 67 anos, foi atropelada por uma ambulância do Salvar nas imediações do Hospital Santo Amaro enquanto atravessava a avenida. Próximo ao local do acidente havia uma faixa de pedestres e um semáforo antes da reforma. Com a obra, a faixa foi apagada e o sinal retirado. O mais próximo, agora, encontra-se a aproximadamente 300 m de distância. A idosa foi levada por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) a uma clínica do bairro do Canela, onde foi internada com ferimentos leves. Para os pedestres que passam pela região, a ocorrência de uma acidente desse tipo no local era questão de tempo. O autônomo Eliseu Santos, que trabalha na região, afirma que são constantes as freadas bruscas de veículos e as correrias de pedestres para evitar ser atingidos. “Desde o fim da obra, as pessoas têm que se aventurar. É preciso colocar a sinaleira de volta”, cobra.Durante a tarde desta segunda, a reportagem de A TARDE observou o movimento do local. Em menos de 10 minutos, pelo menos 10 pessoas sofreram para atravessar a pista entre os carros. Algumas, inclusive, com crianças de colo, como foi o caso da encarregada de escritório Fabíola Reis, que levava seu filho de um ano e meio nos braços. “Era preciso ter a faixa de volta aqui, eu demorei mais de 20 minutos para atravessar, e é muito perigoso”, explica. No local, a avenida tem três pistas de rodagem em cada sentido, separadas por um canteiro central de cerca de 5 metros de largura.PASSARELA – Outro problema trazido pela reforma da avenida acontece a pouco mais de um quilômetro dali, em frente ao Shopping Barra, e é resultado do mau costume de alguns pedestres. Com a cobertura do canal central da avenida, a passarela existente no local passou a ser subutilizada, já que muitos pedestres preferem se arriscar atravessando a pista entre os carros a usar o equipamento.“Geralmente eu uso a passarela, mas hoje estava carregada de sacolas e vi que o movimento estava fraco”, explica-se a diarista Ivone dos Santos, flagrada pela reportagem atravessando a via embaixo da passarela. “Precisava de uma sinaleira aqui, pra não ter que dar tanta volta”, complementa, ao lado da amiga, a autônoma Eliene Miranda. A opinião é partilhada pelo estudante de direito Danton Carvalho. “Depois de o dia todo andando, o cansaço fala mais alto”, explica-se.A reportagem procurou a Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET), responsável pelo ordenamento do trânsito tanto de veículos quanto de pedestres na cidade, para comentar o assunto, mas foi informada pela assessoria de imprensa do órgão que nem o Gerente de Sinalização, Renato Araújo, nem a Gerente de Educação para o Trânsito, Miriam Bastos, estavam disponíveis para comentar a reforma na avenida.

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