sábado, 22 de novembro de 2008

CHUVA É VIDA NA CHAPADA DIAMANTINA

O Morro do Pai Inácio, com todo seu misticismo e simbologia da Chapada Diamantina, está quase que completamente coberto por uma nuvem baixa, densa, que também se estende ao Morro do Camelo. Parece um véu de proteção a uma região que sofreu praticamente 60 dias com a ação destrutiva dos focos de incêndio.
Sobre o céu de Lençóis e espalhando-se pelos quatro cantos da Chapada, as nuvens descarregam chuvas abundantes num oportuno socorro à fauna e à flora. Apesar das marcas do fogo, sente-se que a vida em grande parte desse rico ecossistema começa a recuperar o fôlego, inicia uma espécie de ressurreição, que, embora não possa ser mais total, ainda sustentará a exuberância e a riqueza natural.
Os leitos dos rios, alguns cortados e secos há meses, começam a sentir de novo o contato deslizante das águas. Ela vence o assoreamento, dança nas corredeiras, faz um barulho como que anunciando que a natureza ainda é a grande vencedora.
A Chapada Diamantina continua com seus mistérios, os encantos, as trilhas levando aos caminhos de uma região que prova que ainda está bem viva, porque chuva é vida na Chapada Diamantina.

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