quarta-feira, 5 de novembro de 2008

FUNCIONÁRIOS REJEITAM PROPOSTA DA COELBA E AMEAÇAM GREVE


Os funcionários da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) decidiram em assembléia realizada na terça-feira, 4, rejeitar a proposta da empresa de reajuste de 6% e mais 7% no valor do ticket refeição. O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Energia (Sinergia) reivindica aumento salarial de13%, mais R$ 2,5 mil de abono.Caso não cheguem a um acordo, os trabalhadores ameaçam aderir à greve iniciada pelos trabalhadores terceirizados da empresa, que estão parados desde segunda-feira. Uma paralisação conjunta das categorias não acontece desde 1985. A categoria fez greve no ano passado e obteve reajuste de 4,9% mais R$ 1,25 mil de abono salarial. Uma nova rodada de negociação está marcada para esta quinta-feira, 6.Terceirizados - Os funcionários que prestam serviço terceirizado para a Coelba entraram nesta terça no segundo dia de greve sem avanço nas negociações. Nesta segunda, a categoria rejeitou a proposta do sindicato patronal, que aumentou o reajuste salarial de 7.15% para 8%, incluindo o vale-refeição. O sidicato dos trabalhadores, que iniciou as conversas defendendo 17% de reajuste, diz que não aceita nenhuma proposta inferior a 9%. Ainda não foi agendada nova rodada de negociação.Apesar da paralisação, a assessoria de comunicação da Coelba informa que suas atividades não foram prejudicados. Já Sindicato dos trabalhadores da indústria e da madeira (Sintrucom) diz que seviços como construção de novas redes e serviços emergenciais como falta de energia e corte de ligação já enfrentariam problemas.De acordo com o presidente do sindicato das empresas da construção civil da Bahia (Sinduscon-Ba), entidade responsável pela negociação em nome dos empregadores, menos de 20% dos trabalhadores aderiram à greve. Já o diretor do Sintrucom, Raimundo Brito, estima a adesão em 90% dos oito mil terceirizados em todo o estado.