O adolescente Rafael Félix da Penha, 14 anos, foi baleado na cabeça na noite de quinta-feira, 20, em casa, no bairro do Engenho Velho da Federação, durante a brincadeira conhecida como “roleta russa” (quando um revólver é apontado para a cabeça de alguém e, após o tambor ser girado de forma aleatória, com apenas uma bala, o gatilho é acionado).
O cunhado dele, de prenome Ivan – que está foragido –, é apontado por parentes da vítima como autor do tiro. Rafael, que perdeu massa encefálica, está internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em estado grave.O crime aconteceu por volta das 18 horas, na Rua Apolinário Santana. Já no HGE, uma prima de Rafael – cujo nome foi preservado –, que testemunhou o ocorrido, disse aos policiais que o responsável pelo tiro teria sido Ivan, companheiro da irmã da vítima. O suspeito foi procurado na residência dele, em São Caetano, e no local de trabalho, sem êxito.Na noite de quinta-feira, 20, além da tragédia com Rafael, outras três pessoas foram mortas e pelo menos mais duas baleadas, elevando para dez o número de homicídios na capital, da noite de quarta até o fechamento desta matéria.
As outras mortes da noite foram na Avenida Suburbana, trecho da garagem da empresa de ônibus Praia Grande – onde dois homens, ainda não identificados, foram executados quando pararam suas motocicletas em uma borracharia –, e no bairro de Valéria, onde Marcos Neri Alexandre, 28 anos, foi atingido a tiros perto de sua casa, por volta das 17 horas. Ele ainda foi levado ao Hospital João Batista Caribé (HJBC), mas morreu no caminho. A autoria do crime é ignorada pela polícia.Na Suburbana, segundo testemunhas, às 21h40 a dupla de motoqueiros foi crivada de balas por dois homens que ocupavam um Fiesta branco e placa não anotada. Estranhamente, uma equipe do Samu esteve no local, mas teria sido dispensada por policiais, que colocaram as vítimas em carros da polícia e as levaram ao HJBC. Foram também os policiais que, mesmo sem perícia no local (contam testemunhas), levaram as motocicletas.FERIDOS – Os dois baleados da noite desta quinta foram Denilton Alves dos Santos, 40 anos, que estava próximo a Marcos Néri Alexandre, quando este foi assassinado no bairro de Valéria; e o soldado Luciano Miranda de Almeida, 34, que trabalha no Batalhão de Guardas, no Complexo Penitenciário da Mata Escura. O militar, segundo registro, deixou a arma cair do coldre quando deixava o serviço, e ela disparou. Os dois foram levados ao HGE.Da noite de quarta feira até a noite de quinta foram mortas mais sete pessoas. No Vale das Pedrinhas, quatro foram mortas em alegado confronto com a Polícia Militar, outra foi assassinada em ação isolada. Também na Avenida Vasco da Gama um rapaz foi morto a tiros. A sétima vítima foi um jovem executado na localidade da Baixa do Petróleo, no bairro de Massaranduba.
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