
O aumento nas restrições para financiamentos de veículos usados levou comerciantes do setor a uma situação-limite. Ao mesmo tempo em que busca uma saída para a crise, cortando despesas e reduzindo margens de lucro ao limite, há empresários que já se preparam para reduzir o quadro de funcionários ou até encerrar as atividades, caso a situação permaneça inalterada pelos próprios meses. Aqueles que podem estão sendo generosos na oferta de vantagens para segurar os possíveis clientes.
O proprietário da Guerreiro Automóveis, Juraci Guerreiro, diz que trabalha no ramo há 18 anos, mas não se lembra de ter passado pelas dificuldades que o cenário apresenta atualmente. “Eu comprei um carro por R$ 35 mil, mas estou vendendo por R$ 30 mil para não ficar com o estoque parado”, exemplifica.
Com um estoque médio de 80 carros na loja, ela lembra que há 60 dias vendia 34 carros por mês. Em outubro, foram apenas quatro. “Atualmente, vêm dez pessoas, que olham bastante, mas não compram nada”, reclama. Vantagens – Nestas circunstâncias, o empresário diz que já modificou diversos hábitos na loja para tentar sobreviver, reduzindo a iluminação artificial ao mínimo necessário, mas ainda assim vai ter de demitir. “Infelizmente, coloquei 7 dos meus 14 funcionários no aviso prévio. Espero que a situação melhore, mas não estou vendo como neste momento”, diz. Com uma queda nas vendas de 90 para 60 carros por mês, o gerente de usados da Bremen, Mustafá Arnaut, faz todo o possível para garantir a venda. Com muitos produtos no pátio e pouca gente em condições de comprar, ele entende que não dá para deixar o comprador sair sem fechar o negócio. Ainda que isto represente algum prejuízo. “Tem muita concessionária tendo prejuízos, mas é preciso ceder para fechar os negócios”, avalia. Segundo o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado da Bahia (Assoveba), Paulo Mascarenhas, os veículos usados estão sendo comercializados entre 5% e 10% mais baratos em relação aos preços praticados há 60 dias. “O setor está mais agressivo nas negociações”, afirma.
O proprietário da Guerreiro Automóveis, Juraci Guerreiro, diz que trabalha no ramo há 18 anos, mas não se lembra de ter passado pelas dificuldades que o cenário apresenta atualmente. “Eu comprei um carro por R$ 35 mil, mas estou vendendo por R$ 30 mil para não ficar com o estoque parado”, exemplifica.
Com um estoque médio de 80 carros na loja, ela lembra que há 60 dias vendia 34 carros por mês. Em outubro, foram apenas quatro. “Atualmente, vêm dez pessoas, que olham bastante, mas não compram nada”, reclama. Vantagens – Nestas circunstâncias, o empresário diz que já modificou diversos hábitos na loja para tentar sobreviver, reduzindo a iluminação artificial ao mínimo necessário, mas ainda assim vai ter de demitir. “Infelizmente, coloquei 7 dos meus 14 funcionários no aviso prévio. Espero que a situação melhore, mas não estou vendo como neste momento”, diz. Com uma queda nas vendas de 90 para 60 carros por mês, o gerente de usados da Bremen, Mustafá Arnaut, faz todo o possível para garantir a venda. Com muitos produtos no pátio e pouca gente em condições de comprar, ele entende que não dá para deixar o comprador sair sem fechar o negócio. Ainda que isto represente algum prejuízo. “Tem muita concessionária tendo prejuízos, mas é preciso ceder para fechar os negócios”, avalia. Segundo o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado da Bahia (Assoveba), Paulo Mascarenhas, os veículos usados estão sendo comercializados entre 5% e 10% mais baratos em relação aos preços praticados há 60 dias. “O setor está mais agressivo nas negociações”, afirma.
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