terça-feira, 25 de novembro de 2008
TWB OPERA SÓ COM DOIS FERRIES E FILAS CRESCEM
Problemas enfrentados no sistema ferryboat este fim de semana alertam para as condições do serviço com a chegada da alta estação. De sete embarcações, apenas duas estão funcionando desde domingo, 23. A previsão, porém, é de que na quinta-feira, 27, o número suba para quatro e, em dezembro, seis ferries façam a travessia Salvador/Itaparica. O sétimo equipamento só volta a operar em janeiro.A escassez de embarcações foi o que provocou, na manhã desta segunda-feira, 24, longas filas em Bom Despacho. Passageiros em veículos esperaram quase seis horas para embarcar. Para os pedestres, a espera chegou até uma hora. A situação foi decorrente de problemas apresentados em dois ferries, o Juracy Magalhães e o Rio Paraguaçu, restando apenas em operação o Maria Bethânia e o Ivete Sangalo.“Ninguém explica nada”, dizia, revoltada, a aposentada Raimunda dos Santos. Ela chegou em Salvador no ferry de 8h20, junto com a família. “Só conseguimos chegar porque deixamos os carros do outro lado. O pior é que estou com meu filho com fome e atrasada para o trabalho”, reclamava Ivaná Santana, que acompanhava Raimunda.O Juracy Magalhães está passando por troca de motor, uma vez que sofreu superaquecimento no sábado à noite, quando finalizava a última viagem. Segundo informações do diretor regional da operadora TWB, Orlando Martins, a equipe técnica trabalhou a madrugada toda, mas não conseguiu resolver o problema. Já o Rio Paraguaçu colidiu no píer de atracação, quando estacionava em Bom Despacho, por volta das 7 horas do domingo.O choque da batida danificou o portão de aço que faz abertura para a descida dos veículos. Segundo Martins, o ferry teve de ser virado ao contrário para que os automóveis saíssem de marcha à ré. “Felizmente, ninguém ficou ferido, mas o impacto causou um susto nos passageiros”, declarou o diretor. Os motivos da colisão ainda estão sendo averiguados.TEMPORADA – Fora os dois ferries que saíram de circulação neste fim de semana, outras três embarcações já estavam em manutenção – Pinheiros, Ipuaçu e Agenor Gordilho. “Os ferries estão sendo preparados para a alta temporada”, diz Martins. O Pinheiros se encontra em Aracaju (SE), em processo de docagem, que é quando passa por conserto a seco em estaleiro.Assim que voltar, entre o final deste mês e início de dezembro, vai o Ipuaçu. O Agenor Gordilho, por sua vez, aguarda para fazer a docagem na Base Naval. O processo deve durar em torno de cinco dias. Com isso, totalizam seis embarcações operando a partir do próximo mês, quando inicia o verão e circulam cerca de 15 mil pessoas por dia – 50 mil de segunda a sexta, ida e volta. O Ipuaçu, que vai a conserto por último, retorna em janeiro.“Estaremos com embarcações saindo de 20 a 25 minutos, em operação bate e volta, praticamente de forma contínua”, assegurou Orlando Martins. Segundo ele, apenas duas dão conta dos horários fixos predeterminados pelo sistema, das 5 às 23h45, ficando as demais disponíveis para os horários extras.
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