
Pelo menos cinco espécies de animais e plantas correm risco de terem sido extintas com as queimadas no Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD). A informação é do botânico Cezar Gonçalves, analista Ambiental do Instituto Chico Mendes (ICMBio), órgão gestor do parque.
Segundo ele, duas espécies de orquídeas, descobertas pela ciência de 2004 para cá, são endêmicas da Chapada, e incidiam justamente nas regiões onde a devastação foi total.
"Em todas as regiões onde havia registro da leptotes vellozicola e da adamantinia miltonióides (duas orquídeas) a mata pegou fogo", afirma o especialista, para quem é possível falar "entre 50% e 60% de área queimada no parque", contrapondo os 50% cogitados há uma semana. De acordo com Gonçalves, praticamente toda a extensão do parque dentro do município de Mucugê foi queimada, região de maior biodiversidade da área de proteção federal. Aproximadamente metade do PNCD está no município de Mucugê. Mais três espécies – um réptil e duas aves – encontram-se na lista das provavelmente extintas. Dividido entre mata ciliar, campos rupestres, resquício de mata atlântica e caatinga, o Parque Nacional "não vai ter a mesma biodiversidade de antes". Estima-se que haja cerca de 5.600 espécies de plantas e vertebrados naquela delimitação, das quais, 4,4% só existem ali. Mais de 300 nascentes incidem em sua vegetação acidentada, desembocando em cinco rios principais, dentre eles o Paraguaçu. "A queimada vai comprometer em algum grau estes rios, porque a proteção das plantas na margem foi eliminada. O impacto das primeiras chuvas sobre um solo exaurido, completamente nu, vai provocar um assoreamento, tornar estes rios mais rasos e largos". Segundo Gonçalves, a área florestal deve demorar pelo menos 10 anos para se regenerar, "apesar de nunca mais recuperar a biodiversidade, já que as espécies mais resistentes vão predominar a partir de agora".
Segundo ele, duas espécies de orquídeas, descobertas pela ciência de 2004 para cá, são endêmicas da Chapada, e incidiam justamente nas regiões onde a devastação foi total.
"Em todas as regiões onde havia registro da leptotes vellozicola e da adamantinia miltonióides (duas orquídeas) a mata pegou fogo", afirma o especialista, para quem é possível falar "entre 50% e 60% de área queimada no parque", contrapondo os 50% cogitados há uma semana. De acordo com Gonçalves, praticamente toda a extensão do parque dentro do município de Mucugê foi queimada, região de maior biodiversidade da área de proteção federal. Aproximadamente metade do PNCD está no município de Mucugê. Mais três espécies – um réptil e duas aves – encontram-se na lista das provavelmente extintas. Dividido entre mata ciliar, campos rupestres, resquício de mata atlântica e caatinga, o Parque Nacional "não vai ter a mesma biodiversidade de antes". Estima-se que haja cerca de 5.600 espécies de plantas e vertebrados naquela delimitação, das quais, 4,4% só existem ali. Mais de 300 nascentes incidem em sua vegetação acidentada, desembocando em cinco rios principais, dentre eles o Paraguaçu. "A queimada vai comprometer em algum grau estes rios, porque a proteção das plantas na margem foi eliminada. O impacto das primeiras chuvas sobre um solo exaurido, completamente nu, vai provocar um assoreamento, tornar estes rios mais rasos e largos". Segundo Gonçalves, a área florestal deve demorar pelo menos 10 anos para se regenerar, "apesar de nunca mais recuperar a biodiversidade, já que as espécies mais resistentes vão predominar a partir de agora".
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