sábado, 8 de novembro de 2008
FUNCIONÁRIOS SÃO ACUSADOS DE SIMULAR DOENÇA PARA RECEBER ATESTADO
Vinte dias já se passaram e ainda não se sabe os motivos pelo qual cerca de mil funcionários da fábrica de calçados Vulcabrás/ Azaléia deram entrada no Hospital Cristo Redentor (HCR), em Itapetinga (562 km de Salvador), com sintomas de intoxicação. Segundo os médicos da unidade hospitalar, há casos em que a situação é realmente crítica, com várias pessoas passando muito mal, mas já foram detectados sinais de simulação de doença e mal-estar, por parte de algumas pessoas, para obtenção de atestado médico com até 10 dias de licença.Os principais sintomas da doença que acometeu os funcionários da fábrica são vômitos, tonturas e dores abdominais. Não há internados, mas cerca de 50 pessoas estão em observação devido ao estado delicado de saúde. Segundo uma fonte, que prefere o anonimato, um funcionário confessou ter simulado os sintomas e obteve atestado de 10 dias. A direção da empresa não se manifestou sobre a denúncia, mas prometeu apurar. Para evitar fraudes, já está havendo triagens para saber quem deve ou não receber soro e ser medicado numa ala reservada exclusivamente para os operários da Vulcabrás/Azaléia. “Os médicos estão mais atentos com a situação e acreditamos que a empresa também”, observou um funcionário do HCR.Amostras de alimento e de água foram coletadas e enviadas para análise no Laboratório Central em Salvador, mas o resultado só deve ser conhecido na próxima semana . Na manhã desta sexta-feira, 7, técnicos da empresa estiveram no HCR reunidos com uma representante da vigilância epidemiológica, em busca de informações sobre o surto de infecção intestinal.Eles deixaram o prédio sem falar com a imprensa. Em nova nota distribuída pela assessoria da empresa calçadista, é informado que o grupo “continua fornecendo medicamentos gratuitamente para os funcionários e que o estoque está sendo suficiente para atender a demanda”. A nota diz ainda que há casos de pessoas que não trabalham na empresa com os mesmos sintomas. A Secretaria Municipal de Saúde de Itapetinga, no entanto, também em nota, contesta e assegura que os casos estão restritos ao ambiente da fábrica.