O ex-secretário da Agricultura da Bahia, deputado Geraldo Simões (PT), disse que, se fosse o governador Jaques Wagner, romperia agora com o PMDB do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional). “Eu romperia logo, mas Wagner tem mais equilíbrio do que eu, por isso está administrando essa situação de dormir com o PMDB, que vai ser mais inimigo ou menos inimigo a depender de como esteja a avaliação do governo da Bahia”, disse.
Em entrevista exclusiva nesta quinta-feira, 13, a A TARDE no seu primeiro dia de retorno à atividade parlamentar, Simões também criticou a política de comunicação do governo Wagner.
Não existindo o rompimento, Simões ressaltou a importância de se tentar ao máximo reduzir a influência do PMDB na base. “Acho que a melhor maneira de colocar o PMDB no seu devido lugar é ampliar a base do governo, é isso que o governador esta fazendo”, enfatizou.
Para Simões, Geddel nunca recebeu tanto apoio de um líder político como teve do governador: “Wagner foi importante para que Geddel virasse ministro, para que o PMDB tivesse uma bancada de deputados. Não foi por conta dos olhos do ministro que o PMDB, que tinha 15 prefeitos, foi para 120. Foi por conta da estrutura do PMDB no governo da Bahia, principalmente no Ministério da Integração, pelas secretarias e empresas que o governo Jaques Wagner compartilhou. E o reconhecimento do PMDB à generosidade do governador Jaques Wagner é pequeno”.
O petista analisou o futuro da aliança PT/PMDB. “Ela só será mantida em 2010 se o governador estiver bem. Acertando, o governo ficará forte para a reeleição, e Geddel estará conosco, mas se não acontecer, com certeza, o PMDB estará no outro agrupamento político”, disse.
Simões ressaltou que o governo estadual tem feito muitas obras e programas. Mas alertou que “está faltando uma política de comunicação melhor”. E frisou: “Wagner dá um banho no governo passado, só não ganha em comunicação, em gastar com publicidade; nisso ele perde feio”.
Mandato – Depois de 23 meses à frente da Secretaria da Agricultura, o deputado aproveitou o primeiro dia de volta ao Legislativo para rever companheiros do partido. Pela manhã, participou de reunião da bancada nacional do PT. Recém-chegado à Câmara Federal, para fechar suas emendas individuais (cada deputado tem direito a R$ 10 milhões para atender às bases), cujo prazo final para a apresentação se encerra nesat sexta-feira (14), Simões contou com a ajuda da assessoria do deputado Luiz Alberto (PT). Segundo ele, o seu “lado paroquial” o fez destinar suas emendas “para as cidades mais ao sul da Bahia”, em áreas como infra-estrutura, saúde, esporte.
Com a retomada do mandato por Simões, o deputado federal suplente Uldorico Pinto (PMN) sai da bancada baiana. Em janeiro, com a posse como prefeito de Vitória da Conquista do deputado federal Guilherme Menezes (PT), Uldorico retorna à Câmara.
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