
Termina nesta quarta-feira, 19, o estudo topográfico feito pela Sucom, na Rua Alberto Fiúza, Imbuí, na área onde estão instaladas as barracas sobre uma adutora da Embasa. A princípio, achava-se que apenas oito das 22 barracas do bairro estavam na rota da adutora. Agora, o levantamento da Sucom comprova que mais unidades estão na área considerada de risco pela companhia de saneamento.
De acordo com o superintendente da Sucom, Cláudio Silva, a quantidade exata de barracas na rota da adutora será divulgada até sexta-feira, depois de um laudo conclusivo a ser emitido por técnicos da superintendência. Esse estudo topográfico na região foi iniciado há uma semana, depois que representantes do órgão se reuniram com os barraqueiros e decidiram que o levantamento seria importante antes de iniciar a retirada das barracas.
Desde agosto, uma decisão do Tribunal de Justiça exige que as oito barracas sejam removidas do local, devido ao risco para clientes e funcionários. Agora, a prefeitura se vê diante do impasse de ter de cumprir a decisão judicial e desagradar os empresários que mantêm cerca de 500 funcionários nos estabelecimentos. Somente nas oito barracas que aparecem na decisão judicial - Pedágio do Imbuí, Barraca da Tia, Portal do Imbuí, Terapia, Zurca, Barraca do Pipoca, Barraca do Galego e Barraca Ramblas - são 150 trabalhadores.
Antes da emissão do laudo, Silva prefere não adiantar quantas barracas estão, de fato, na rota da adutora. Informa apenas que a Embasa forneceu mais detalhes sobre esse canais subterrâneos que levam água para diversos bairros da capital. "Existe uma adutora maior, com 1,5 metros de diâmetro, e duas menores com 60 centímetros de diâmetro", pontua.
A depender do tamanho da adutora, a distância mínima de segurança exigida oscila entre 7 metros e 15 metros. Com a planta de engenharia das adutoras em mãos, o superintendente afirma que a ordem judicial terá de ser cumprida e todas as barracas em área de risco deverão ser retiradas. Antes disso, os barraqueiros serão informados sobre o parecer técnico. "Agora temos a noção exata do local. Após a retirada das estruturas vamos colocar grama e deixar o espaço livre como opção de passagem para pedestres", completa.
Questionado sobre uma possível transferência das estruturas para outro local, Silva assinala que a Secretária de Serviços Públicos (Sesp) será convocada para negociar uma política de readequação das barracas. A presidente da Associação de Barraqueiros do Imbuí, Regina Rocha, garante que somente depois de informados sobre o laudo da Sucom é que os empresários irão se posicionar sobre o assunto. "Desde que o estudo foi iniciado não tivemos mais contato com ninguém da Prefeitura. Vamos esperar que a Associação de Barraqueiros seja procurada e possamos chegar a um consenso, pois o importante é manter os empregos", completa.
Assim como as outras 14 barracas do bairro, nenhuma delas possui alvará de funcionamento desde 2001, quando um decreto do então prefeito Antonio Imbassahy proibiu a concessão de licenças para esse tipo de estabelecimento. Depois de brigas judiciais, os barraqueiros conseguiram, em 2003, uma liberação da 5ª Vara da Fazenda Pública para permaneceram com as portas abertas.
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