
A venda ambulante tem se espalhado pelo bairro do Itaigara. Carros de lanches, vendedores de artigos domésticos, frutas e tantas outras bugigangas evidenciam que a informalidade não atinge apenas as áreas do centro da cidade e a desorganização no que diz respeito à exploração de terreno público prejudica também regiões mais nobres da capital baiana. Responsável pela fiscalização e organização do comércio informal, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp) informou que já intensificou a fiscalização no local. O órgão, que atende ainda a outras diversas obrigações, conta com apenas cerca de 600 servidores. Ao lado do Shopping Itaigara uma feira se instalou. As bancas tomam todo o passeio próximo à passagem de retorno dos veículos. No local são ofertados muitos tipos de frutas e ainda há espaço para alguns carrinhos de lanche. Quem passa, estranha a movimentação. “Há quanto tempo existe essa feira? Fazia algum tempo que não passava por aqui e estranhei. Não acho que este seja o local adequado para este tipo de coisa”, afirmou a empresária Natália Souza, 29 anos. Já na rua paralela a avenida principal, alguns veículos servem de prateleiras para a exposição de produtos. Redes e outras artigos são vendidos abertamente. “Acho que tudo isso nada mais é que uma evidência do desemprego em Salvador. Acho que faltam alternativas”, defendeu o instrumentista Cláudio Santiago, 38 anos. Diferente do que pensa o instrumentista, o profissional liberal Gustavo Andrade, 41 anos, considera a questão duplamente prejudicial. “Acho que vendedor ambulante deveria respeitar o espaço das pessoas, dos cidadãos. Salvador tem problemas no que diz respeito também a estacionamento. Esses carros, além de provocar movimentação deficiente nas calçadas - já que as pessoas param para comprar, acabam também ocupando uma vaga de estacionamento. São dois prejuízos ao cidadão”, lamentou. Outra questão que tem incomodado aos freqüentadores do bairro é uma certa farra que vem ocorrendo com freqüência em frente ao Pituba Parque Center e ao lado do Boulevard 161. A “festa” tem direito a venda de bebida alcoólica, churrasquinho e acarajé. Em entrevista a programa televisivo na última terça-feira, o secretário da Sesp, Fábio Mota, disse que estipularia um prazo de 48 horas para que a venda irregular fosse interrompida. Sendo assim, os ambulantes têm até hoje para deixarem o local.
Sujeira e poluição visual incomodam
Do outro lado, na região do prédio da sede da Petrobras, também é grande a presença de vendeores ambulantes. Nas malas abertas de carros ou em bancas e carrinhos convencionais os produtos não param de ser ofertados. Quanto à venda dos ambulantes as opiniões se dividem e, se por um lado as pessoas procuram encarar o fato como evidência do desemprego, por outro alguns reclamam sobre a sujeira e poluição visual provocada pelos vendedores. “Não tem como não aumentar a sujeira. Rua não é local de alimentação, é preciso estar atento a isso e ao impacto que esses vendedores provocam. Os passeios não ficam livres e as ruas mais sujas. A coisa é desse jeito”, disse o administrador Henrique de Freitas, 43 anos, apontando para uma saco de uvas que caíra no asfalto. Entre as atribuições da Sesp está a organização do comércio informal e a concessão ou não de licenças para a exploração do espaço público. A obrigação inclui a administração de vendedores que operam em barracas, tabuleiros ou qualquer outro modo de venda através de equipamento móvel. No bairro do Itaigara, alguns dos vendedores pareciam não possuir a licença obrigatória, já que se negaram a mostrá-la.
Restaurante está saindo de terreno irregular
Em meio à problemática anunciada pela desativação e demolição de oito barracas no canteiro central da Rua Alberto Fiúza, no Imbuí, pelo fato de estarem sobre a rota de uma adutora da Embasa, emergem outros pontos da cidade que também apresentam construções irregulares, alvo de fiscalização dos órgãos públicos. Este é o caso do imóvel localizado na Avenida Tancredo Neves, na Rua Alceu Amoroso Lima, onde está instalado o Restaurante Cogumelos. Segundo o dono do estabelecimento, Josemar Paim, por diversas vezes a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) esteve no local inclusive na intenção de demolir o imóvel, mas não o fez, pelo fato do proprietário, José Costa Silva, possuir uma liminar judicial a favor da permanência da atividade comercial. “Estou saindo deste ponto esta semana por conta da irregularidade do imóvel. O restaurante funciona aqui há nove anos, sempre na corda bamba. Pago regularmente o aluguel, mas fico na insegurança. O proprietário mora ao lado do imóvel, mas não tem escritura, tem uma liminar da Justiça que permite o funcionamento do estabelecimento. A Sucom veio algumas vezes demolir, mas não o fez”, contou o gerente e dono do Cogumelos, que possui clientela de 250 refeições dia e ainda esta semana irá mudar de endereço, para uma rua defronte. O imbróglio relacionado à posse do imóvel se dá pela irregularidade da construção, que está localizada à margem do Rio Camurujipe. Desde a nascente no bairro Boa Vista de São Caetano, o Camurujipe percorre 14 km até desaguar na praia do Costa Azul. Além da ponte construída para dar acesso ao novo shopping, foi instalada uma avenida, apelidada de Alameda Salvador, duas pontes e um muro de contenção. Mas com a valorização imobiliária da região, aqueles que no passado viviam do proveito da margem do rio, hoje lucram, mesmo sem autorização da prefeitura. O Restaurante Cogumelos está instalado atrás da Casa do Comércio, numa das vias mais movimentadas da cidade, a Avenida Tancredo Neves. Antes, a estrutura era uma barraca que servia almoço para os trabalhadores do Bahia Azul. Em 20 de abril, quando a reportagem da Tribuna da Bahia esteve no local apurando denúncia de moradores sobre a irregularidade de obras à margem do Rio Camurujipe, o proprietário do imóvel onde funciona o restaurante, José Costa Silva, disse que há 30 anos desenvolve atividade comercial na rua Alceu Amoroso Lima e garantiu possuir registro do imóvel. Porém, não é o que seu inquilino afirma. “Caso a liminar seja específica à permissão do funcionamento do Cogumelos, ele não poderá colocar outro restaurante no lugar”, prevê Paim. A reportagem esteve no local ainda esta semana e tentou entrar em contato com o dono do imóvel novamente, mas sem sucesso
Sujeira e poluição visual incomodam
Do outro lado, na região do prédio da sede da Petrobras, também é grande a presença de vendeores ambulantes. Nas malas abertas de carros ou em bancas e carrinhos convencionais os produtos não param de ser ofertados. Quanto à venda dos ambulantes as opiniões se dividem e, se por um lado as pessoas procuram encarar o fato como evidência do desemprego, por outro alguns reclamam sobre a sujeira e poluição visual provocada pelos vendedores. “Não tem como não aumentar a sujeira. Rua não é local de alimentação, é preciso estar atento a isso e ao impacto que esses vendedores provocam. Os passeios não ficam livres e as ruas mais sujas. A coisa é desse jeito”, disse o administrador Henrique de Freitas, 43 anos, apontando para uma saco de uvas que caíra no asfalto. Entre as atribuições da Sesp está a organização do comércio informal e a concessão ou não de licenças para a exploração do espaço público. A obrigação inclui a administração de vendedores que operam em barracas, tabuleiros ou qualquer outro modo de venda através de equipamento móvel. No bairro do Itaigara, alguns dos vendedores pareciam não possuir a licença obrigatória, já que se negaram a mostrá-la.
Restaurante está saindo de terreno irregular
Em meio à problemática anunciada pela desativação e demolição de oito barracas no canteiro central da Rua Alberto Fiúza, no Imbuí, pelo fato de estarem sobre a rota de uma adutora da Embasa, emergem outros pontos da cidade que também apresentam construções irregulares, alvo de fiscalização dos órgãos públicos. Este é o caso do imóvel localizado na Avenida Tancredo Neves, na Rua Alceu Amoroso Lima, onde está instalado o Restaurante Cogumelos. Segundo o dono do estabelecimento, Josemar Paim, por diversas vezes a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) esteve no local inclusive na intenção de demolir o imóvel, mas não o fez, pelo fato do proprietário, José Costa Silva, possuir uma liminar judicial a favor da permanência da atividade comercial. “Estou saindo deste ponto esta semana por conta da irregularidade do imóvel. O restaurante funciona aqui há nove anos, sempre na corda bamba. Pago regularmente o aluguel, mas fico na insegurança. O proprietário mora ao lado do imóvel, mas não tem escritura, tem uma liminar da Justiça que permite o funcionamento do estabelecimento. A Sucom veio algumas vezes demolir, mas não o fez”, contou o gerente e dono do Cogumelos, que possui clientela de 250 refeições dia e ainda esta semana irá mudar de endereço, para uma rua defronte. O imbróglio relacionado à posse do imóvel se dá pela irregularidade da construção, que está localizada à margem do Rio Camurujipe. Desde a nascente no bairro Boa Vista de São Caetano, o Camurujipe percorre 14 km até desaguar na praia do Costa Azul. Além da ponte construída para dar acesso ao novo shopping, foi instalada uma avenida, apelidada de Alameda Salvador, duas pontes e um muro de contenção. Mas com a valorização imobiliária da região, aqueles que no passado viviam do proveito da margem do rio, hoje lucram, mesmo sem autorização da prefeitura. O Restaurante Cogumelos está instalado atrás da Casa do Comércio, numa das vias mais movimentadas da cidade, a Avenida Tancredo Neves. Antes, a estrutura era uma barraca que servia almoço para os trabalhadores do Bahia Azul. Em 20 de abril, quando a reportagem da Tribuna da Bahia esteve no local apurando denúncia de moradores sobre a irregularidade de obras à margem do Rio Camurujipe, o proprietário do imóvel onde funciona o restaurante, José Costa Silva, disse que há 30 anos desenvolve atividade comercial na rua Alceu Amoroso Lima e garantiu possuir registro do imóvel. Porém, não é o que seu inquilino afirma. “Caso a liminar seja específica à permissão do funcionamento do Cogumelos, ele não poderá colocar outro restaurante no lugar”, prevê Paim. A reportagem esteve no local ainda esta semana e tentou entrar em contato com o dono do imóvel novamente, mas sem sucesso
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