terça-feira, 25 de novembro de 2008

ESTUDANTE BAIANA É IMPEDIDA DE ENTRAR NA INGLATERRA

A estudante Camila Oliveira Farias, 18 anos, desembarcou na segunda-feira, 24, no Aeroporto Internacional de Salvador, por volta de 17h30, após ser impedida de entrar na Inglaterra, para onde viajou na última sexta-feira. Depois de um longo abraço na mãe, a assistente administrativa Sandra Oliveira, 41, a garota contou ter sofrido maus-tratos enquanto ficou retida no Aeroporto Gatwick, em Londres.
“Me levaram para uma sala toda fechada, que só tinha um banheiro bem pequeno. Passei mal e eles não deixaram eu ir a um médico. A comida que serviram era pior que ração de cachorro. O pior é que não tive nem acesso à minha mala para pegar mais roupa para me aquecer, devia estar uns 5° C”, contou. Camila chegou a Londres após escala em Portugal, onde o primo dela, Igor Oliveira Trípodi, 27, que reside na Inglaterra há oito anos, foi a seu encontro.
“Já em Londres, eu e Camila fomos separados pelos agentes da imigração. Depois um deles veio me informar que ela seria interrogada e que aquilo ia levar umas cinco horas, mandando que eu fosse embora. Claro que me recusei e passei a insistir em confortá-la, só pensava no bem-estar dela”, relatou Igor, por telefone, de Londres.
Igor contou que chegou a oferecer aos agentes da imigração para que ficassem retidos o próprio passaporte, o da mãe dele, Celi Oliveira Trípodi, e o do noivo dela, o inglês Mike Bryan como garantia de que poderiam sair dali com Camila. “Essa medida é permitida. Mas nem assim eles deixaram minha prima ter contato conosco. Só em alguns momentos ela conseguiu nos telefonar”, lembrou.
Residente em Camaçari, Camila ia para Londres para passar uma temporada com a tia e o primo, até 13 de fevereiro, data programada para o retorno – inclusive estava com as passagens de volta em mãos. “Eu não ia lá para arranjar trabalho. Acho que eles pensaram que eu tinha um caso com Igor. Agora, não quero mais saber de ir para lá”, lamentou.

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