sábado, 22 de novembro de 2008
PRIVATIZAÇÃO DEVE AUMENTAR VALOR DA PASSAGEM DE ÔNIBUS
Apesar das condições da BR-324 não oferecerem conforto algum para motoristas e passageiros, as passagens de ônibus intermunicipal aumentaram pela segunda vez este ano. Desde a última quinta-feira, reajuste de 6,5% se soma ao aumento de 9% dado no início do ano. Com a privatização anunciada das BRs 324 e 116, o usuário terá que gastar ainda mais para passar por essas rodovias. Haverá sete praças de cobrança, com valores diferenciados, a depender do veículo. A Associação de Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário (Abemtro) dependerá do poder concedente (Agerba) para decidir se vai repassar o valor para o usuário.“Vamos esperar primeiro os critérios de cobrança, como será a oneração para as empresas”, afirma o diretor da Abemtro, Edmar Ribeiro. De acordo com o estudo realizado para concessão, em cada um dos dois postos que serão instalados na BR-324 (Salvador-Feira de Santana), o valor da tarifa não poderá ultrapassar R$ 1,70. Na BR-116, que terá cinco postos de cobrança, o valor máximo do pedágio foi estabelecido em R$ 2,90. Isso para camionete, automóvel e furgão. Carretas e caminhões, por exemplo, dependem do número de eixos.“Espero que a concessão não aumente mais as passagens que já são muito caras”, opina Dolores Silva, que costuma vir sempre de Santo Antônio a Salvador para consultas médicas. Os motoristas de carro particular, que utilizam a rodovia diariamente para trabalho, preocupam-se com despesas extras. O técnico agrícola Manoel de Jesus, toda semana, faz o percurso Entre Rios, Esplanada e Feira de Santana, a trabalho. “Dirijo com total atenção porque não confio nas rodovias. Precisa de melhoria, mas não pode ficar mais caro para a gente”.As tarifas do pedágio poderão ser reajustadas uma vez no ano, de acordo com variação do IPCA. O diretor da Abemtro afirma que, mesmo com o aumento recente da tarifa, as empresas ainda trabalham com perda acumulada. “Os custos se elevaram, inclusive de manutenção, devido ao estado crítico das rodovias. Na BR-324, por exemplo, 90% dos carros passam por lá”.
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